A teoria miasmática e a construção da cidade
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À medida do adensamento das populações antes rurais em torno de vilas e cidades, principalmente na Europa, e a consequente proliferação de doenças entre esses grupos de pessoas, ganhou força a teoria de que estas “pestes” seriam transmitidas pelo ar.
A degradação de nascentes, córregos e rios, que passaram a ser usados como “lixeiras” desses adensamentos urbanos reforçama a chamada Teoria Miasmática, segundo a qual, os gases emanados destas áreas contaminadas seriam os responsáveis adoecer as populações.
Todo um pensamento social e arquitetônico foi desenvolvido em torno desta teoria por séculos, até que o avanço da ciência ao final do Séc. XIX, provou que, ao contrário da teooria, não eram os gases, mas microorganismos (virus e bactérias) os principais causadores de enfermidades.
O Brasil teve uma geração de brilhantes cientistas, como Carlos Chagas, Adolpho Lutz e Oswaldo Cruz, dentre outros, que promoveram políticas de saúde pública fundamentadas nas descobertas da microbiologia.
A historiadora Renata Geraissati, traz esse contexto no editorial “A teoria miasmática e a construção da cidade”, e mostra também como a Casa da Boia, atenta aos avanços da ciência, incorporou à sua produção elementos como filtros de água, então novidade fundamental para a salubridade.
O editorial ode ser acessado gratuitamente no link abaixo:
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